quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Carta para a Jackie

Jackie,

a gente se conhece desde quando mesmo? Lembrei, desde 2004. Mesmo assim, sempre fomos mais íntimas da Tatá, que foi durante muito tempo o nosso elo de união. Há algum tempo (não sei exatamente quanto), começamos a estabelecer a nossa própria história. Hoje, acho que já podemos nos considerar amigas, e não mais amigas-da-amiga.
E agora (Adriana Calcanhoto ao fundo cantando "justo agora"), você vai pra São Paulo. É claro que vamos continuar nos falando por scrap, MSN e Skype (porque ligação interurbana tá cara pra cacete), mas a idéia de que ver você pessoalmente não vai ser mais só questão de marcar o horário pro dia seguinte me deixa meio melancólica.
Por outro lado, fico pensando em todas as coisas legais que esperam por você e aquela ponta de tristeza logo se dissipa. A experiência de começar algo inédito, sair de casa, viver em uma cidade que ferve profissional e culturalmente, o trabalho novo, sem falar naquelas pessoas chiquérrimas vestindo sobretudo por causa do climinha frio, tudo isso compensa.
Não tenho como saber com certeza, mas acho que você combina com São Paulo. Sempre penso em você como "a" mulher cosmopolita, definitivamente uma personagem do Manoel Carlos. Além disso, perco uma amiga do Rio, mas ganho uma anfitriã em Sampa!
Jackie, vou sentir falta das anedotas que você conta com os seus dotes dramáticos e que eu nunca sei se são reais ou inventadas, das explicações mirabolantes para todos os mistérios do universo (afinal, você é a minha coleção completa da Barsa), das dicas super antenadas sobre a programação cultural do Rio, da amiga que se revela inesperadamente doce, até mesmo das crises de hipocondria. Vou sentir saudades de você mais perto.
Mas, quer saber? Vai sem medo. E se descobrir que os paulistas não usam chinelo com meia, não me conte.

3 comentários:

Anônimo disse...

Eu continuei a fazer aquela listinha da mudança e percebi algo incrível, eu não sou daquelas pessoas populares, que conhecem todo mundo, mas tenho alguns grandes amigos, até mesmo em Sampa. Você faz parte dessa minha lista de amigos importantes, meu patrimônio imaterial, tudo que eu posso levar para onde quiser, ainda que fisicamente pareça distante.
Lua, eu amo você e fiquei muito emocionada por ser homeangeada nesse blog, que você bem sabe, acompanho todos os dias, curto mesmo.
Muitas felicidades para nós três (não posso esquecer a Tatá), sei que merecemos e que jamais perderemos contato.

Beijos

Jaqueline Jacques

Carol Sousa.. disse...

mas que bonito.... ^.^

Boa sorte pra sua amiga em São Paulo!


=***

Lua num instante comum disse...

Jaque,
claro que merecemos,afinal somos as mulheres superpoderosas!