domingo, 31 de maio de 2009
Subindo nas tamancas
quinta-feira, 28 de maio de 2009
E tenho dito
Eu e as minhas manias. Mania de me apaixonar, de entrega, de dizer em vez de calar, de perder o medo. Hoje eu me perguntei por que só sei gostar errado. Pensei mais um pouco e, logo em seguida, cheguei à conclusão de que não gosto errado, gosto do único jeito que faz sentido pra mim: com um desejo desvairado de ser feliz ao lado de um certo alguém.
Se esconder dessa chance pequena - mas não inexistente - quando se sente o bastante pra pelo menos tentar é medo ou pobreza de espírito. Tentar é se expor ao desconhecido, mas ficar em cima do muro é se apegar às certezas do que se tem agora (e será que a troca vale mesmo a pena?).
Se as coisas vão bem e continuam bem depois de algum tempo e as duas pessoas se curtem, não vejo razão pra não arriscar ficar junto. Sem pressões, rótulos, cobranças, imposições ou obrigações, com as únicas ressalvas da sinceridade e fidelidade. Apenas poder serenar ao lado de alguém, se deixar envolver e querer bem.
Cansei de ficar me estapeando contra isso: sou romântica, por mais cafona e careta que possa ser. Me apaixono à primeira vista, passo noite em claro, choro ouvindo música e vendo filme, amo sem vergonha, juízo nem medo de outra desilusão. Eu, Cazuza e Vinícius de Moraes somos, ó, farinha do mesmo saco. Isso às vezes me magoa e me faz querer ser diferente mais do que tudo, mas essa sou eu e tenho dito. Quem me quiser, que esteja ciente e me queira ainda mais por causa disso.
Sabe-se lá por que, lembrei da minha primeira ressaca, cheia de dores de cabeça e enjoos. Perguntei pra alguém se seria sempre daquele jeito ou se depois de um tempo eu iria beber sem precisar passar por aquilo tudo de novo. A pessoa me disse que sim, eu continuaria a ter ressacas, e que seriam todas daquele jeito, eu só aprenderia a conviver com as ditas-cujas. Cheguei à conclusão de que o mesmo vale pras dores de cotovelo. Pena que não existe Engov pra elas.
