segunda-feira, 15 de setembro de 2008

O bicho

Às vezes digo que tem um animal preso dentro de mim que eu não sei como conter. É uma força que só consigo atenuar, me apertando o peito como 1 tonelada de concreto. Um encantamento misturado com o desejo de sentir tanto que me faça explodir e simplesmente sumir, delicadamente sumir em câmera lenta, degustando os últimos milésimos de segundo um a um.

A paz que existe em mim combina de um jeito estranho com essa intensidade que me arrebata vez ou outra, em alternância. Talvez seja a razão para gostar tanto de ser embalada por Madeleine Peyroux quanto por ser atingida no estômago por System of a Down. Ou curtir Cinema Paradiso tanto quanto Trainspotting. Ou para conseguir observar racionalmente os contras (às vezes, muitos) e, ainda assim, pular de cabeça. Ser extremamente prudente ou insensata.

Fico pensando como é estranho que alguns esperem que a gente seja personagem plano de novela. Bom ou mau. Mocinho ou bandido. Racional ou passional. Uma coisa ou outra, pra sempre. O indivíduo real não é maniqueísta. E nem sempre o que é certo ou errado está claro.

Sabe "Bom conselho", do Chico Buarque?

"Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade"

Já desperdicei demais as minhas vontades. Foi-se o tempo.

domingo, 14 de setembro de 2008

sábado, 13 de setembro de 2008

Em modo standby ou Make your mind

Um dos itens que fazem parte do meu "Top 10 inferno na Terra" (logo abaixo de panfletistas da Presidente Vargas, pastores evangélicos pregando em ônibus e crianças fazendo manha na rua) é passar o dia com a sensação de que deixei algo por fazer ou alguém com quem falar, sem saber direito a razão. Pior ainda quando eu sei o que (ou quem) é que falta, mas não posso fazer nada, rien du tout, para resolver. Maldita consciência de como as coisas têm que ser...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Em greve

Vejam que maravilha: a minha programação para setembro era de, basicamente, dar mais atenção à faculdade e procurar um estágio. Pois não é que anteontem, em assembléia, os professores da UERJ decidiram entrar em greve a partir de segunda-feira? Os técnico-administrativos ainda vão decidir se entram no barco ou não. Não discuto que seja um direito legal, que o governo e a reitoria não estejam buscando nenhuma forma racional de diálogo, que a situação é precária, mas que é um baita banho de água fria para os alunos, isso é. 

Sou da comissão de formatura da minha turma e estamos tentando fechar contrato com alguma empresa para fazer a nossa colação de grau em 2010. Será que já vamos ter concluído mesmo o curso em 2010? E mais ainda, será que ainda vai haver UERJ em 2010? Sempre tem um cabeça-de-vento pra dizer "oba, férias!" quando se anuncia uma greve, mas a maioria dos alunos com quem eu tenho conversado está profundamente puta com a situação a que a universidade chegou. Não com os professores ou com os outros servidores, mas com a greve em si, que representa a intransigência e o caos a que chegou a tentativa de obter melhorias justas e ter como resposta muita porta na cara.

Quando cheguei à UERJ, já peguei uma greve, que atrasou o início do semestre em 2 meses, com resultados pífios. Fico me perguntando se a greve, mais uma vez, é a medida de mais impacto para chegar a um acordo viável e satisfatório ou se os únicos a saírem prejudicados serão os alunos e os próprios servidores, com quem o diálogo vai se tornar ainda mais tenso.

Fiquei sabendo agora que os alunos decidiram invadir a reitoria. Estou indo pra lá ver como está a situação, se é coisa séria ou só um motivo pra reunir gente em torno de uma rodinha de violão. Algo me diz que é a primeira opção. Quem quiser acompanhar mais a respeito, convido para dar uma olhada em http://uerjiano.com/ (blog em que escrevo com alguns amigos).

sábado, 6 de setembro de 2008

Best for last (Adele)

Wait, do you see my heart on my sleeve?
It's been there for days on end and
It's been waiting for you to open up
Just you baby, come on now
I'm trying to tell you just how
I'd like to hear the words roll out of your mouth finally
Say that it's always been me

That's made you feel a way you've never felt before
And I'm all you need and that you never want more
Then you'd say all of the right things without a clue
But you'd save the best for last
Like I'm the one for you

You should know that you're just a temporary fix
This is not rooted with you it don't mean that much to me
You're just a filler in the space that happened to be free
How dare you think you'd get away with trying to play me

Why is it everytime I think I've tried my hardest
It turns out it ain't enough cause you're still not mentioning love
What am I supposed to do to make you want me properly?
I'm taking these chances and getting away
And though I'm trying my hardest you go back to her
And I think that I know things may never change
I'm still hoping one day I might hear you say

I make you feel a way you've never felt before
And I'm all you need and you never want more
Then you'd say all of the right things without a clue
But you'd save the best for last
Like I'm the one for you

You should know that you're just a temporary fix
This is not rooted with you it don't mean that much to me
You're just a filler in the space that happened to be free
How dare you think you'd get away with trying to play me

But, despite the truth I know
I find it hard to let go and give up on you
Seems I love the things you do
Like the meaner you treat me the more eager I am
To persist with this heartbreak and running around
And I think that I know things may never change
I'm still hoping one day I might hear you say

I make you feel a way you've never felt before
And I'm all you need and that you never want more
And we'll say all of the right things without a clue
And you'll be the one for me and me the one for you