domingo, 24 de janeiro de 2010
Com a cara e a coragem
domingo, 10 de janeiro de 2010
O mundo, sorrindo, se enche de graça - reloaded
Imaginem a cena, situada nos idos de 1962: Tom e Vinícius estão sentados numa mesa do Bar Veloso, curtindo a brisa da praia e vendo Helô Pinheiro passar, no esplendor de sua juventude. Seus cabelos balançam suavemente com o vento e a beleza da moça deixa todos embasbacados, hipnotizados com a imagem. A atmosfera do momento é tão envolvente que a dupla se sente inspirada para compor e daí nasce Garota de Ipanema.
Corta pra 2010. É janeiro, um verão infernal. As pessoas suam, grudentas, pingando pelo caminho. O calorão e a muvuca da praia as deixam de mau humor, então todo mundo está meio nervoso. No bar, o que vale é a lei da selva. "Zéééé, traz mais uma aqui! Ei, você! Eu chamei primeiro, seu merda!". Os lugares em que o ar condicionado parece mais forte são disputados a pontapés. As mulheres se abanam, improvisando leques com a revista da semana. Os homens, resignados, cultivam círculos úmidos debaixo do braço. As filas da Sorveteria Itália e do Yogoberry são intermináveis.
Um grupo de rapazes está sentado num boteco perto do calçadão, conversando, bebendo cerveja e, é claro, suando. Saindo da praia, vem uma bela jovem, caminhando naquela preguiça característica do momento. Seu rosto é suave e, como o corpo ainda está molhado pelo último mergulho no mar, ela está só de biquíni e chinelo, na esperança de secar até chegar do outro lado da rua. Um dos caras percebe sua aproximação e cutuca os outros. Um deles vira na direção da moça, que agora passa ao lado do bar, e susurra "Hummmm... te chupava todinha!". É, outros tempos (quem sabe não rendia um funk?).
domingo, 6 de dezembro de 2009
One step back, madam
Eu sempre fui muito tímida. Do tipo que sente o rosto queimando quando tá no centro das atenções, tem taquicardia quando chega a sua vez de dizer quem é o seu amigo oculto, tem horror a apresentar trabalho e prefere prender o dedinho na porta a ser explícita sobre algo que está sentindo. Com homem, então, pior ainda, com direito a sumiço de voz, rosto pegando fogo e falta de capacidade de formar frases inteligíveis. Foi assim até a adolescência.

Quando eu cresci, no entanto, as coisas mudaram. Chegou uma hora em que eu vi que ia sair perdendo se passasse o resto da vida esperando que tudo o que eu queria caísse do céu. Cheguei à conclusão de que precisava agir e, pra isso, ia precisar me expor. E foi assim que eu comecei a, sempre que batia a timidez, pensar comigo mesma: "vai lá". É claro que nem sempre tomar a iniciativa deu certo, mas eu ainda prefiro seguir aquela máxima de que é melhor me arrepender pelo que eu fiz do que pelo que não fiz.
Hoje em dia, meu problema é outro. Como me acostumei a dar um passo à frente com os caras, em vez de ficar esperando o telefone tocar, o indivíduo chamar pra sair ou puxar assunto etc., fui percebendo que esse negócio enjoa de vez em quando. Nunca dá pra saber ao certo quando a outra pessoa está dizendo ou fazendo algo espontaneamente ou só respondendo a uma iniciativa sua. Por isso, resolvi que agora eu quero ser cortejada. É, galanteada. Meio idiota resolver alguma coisa que depende de terceiros, eu sei, mas é que parei com essa de proatividade amorosa, de preferir ser prática a brincar de mocinha casadoira. Eu mereço um pouco mais de gentileza nessa vida bruta.
domingo, 29 de novembro de 2009
De volta
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Adeus à pantera
25 de junho (vulgo, quinta-feira passada) trouxe uma comoção mundial que não se via há muito tempo. Michael Jackson, o "rei do pop", o cara que popularizou o moonwalk, o black or white das meias prateadas, o artista de mil e controversas faces morreu, aos 50 anos, em Los Angeles.A avalanche de notícias foi tão grande que encobriu uma outra grande perda para a cultura pop: Farrah Fawcett, que perdeu a luta contra o câncer aos 62 anos, também em LA. As primeiras chamadas que surgiam sobre sua morte foram imediatamente colocadas de lado pela mídia, ávida por qualquer novidade sobre Jackson.

