domingo, 29 de novembro de 2009

De volta

Faz tempo, né? Passei tudo isso - quase cinco meses - sem escrever no blog por pura falta de ideias que eu achasse que poderiam render um post. Depois fui perdendo a prática de escrever, de partir de um lugar e desenvolver o texto até o ponto final. Daí fui deixando, deixando, e quando eu vi, já era hoje. O negócio é que, eu não tinha percebido ainda, mas escrever me faz uma falta danada, me tira o peso do peito, me faz entender melhor, joga luz em cima dos pensamentos, faz com que eu faça pelo menos um pouquinho de sentido. Oi de novo.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Adeus à pantera

25 de junho (vulgo, quinta-feira passada) trouxe uma comoção mundial que não se via há muito tempo. Michael Jackson, o "rei do pop", o cara que popularizou o moonwalk, o black or white das meias prateadas, o artista de mil e controversas faces morreu, aos 50 anos, em Los Angeles.

A avalanche de notícias foi tão grande que encobriu uma outra grande perda para a cultura pop: Farrah Fawcett, que perdeu a luta contra o câncer aos 62 anos, também em LA. As primeiras chamadas que surgiam sobre sua morte foram imediatamente colocadas de lado pela mídia, ávida por qualquer novidade sobre Jackson.

Elevada ao estrelato como a linda e loira detetive Jill Munroe do seriado As Panteras (no original, Charlie's Angels), Farrah inaugurou o que seria o corte de cabelo mais copiado do mundo. E ainda mais. Nos anos 70, o comportamento da mulher ainda era cercado de tabus e preconceitos, já que o apogeu do movimento feminista na década de 1960 não destruiu imediatamente todo o aparato de opressão instituído por séculos na sociedade. Jill era uma mulher sexy, independente, esperta e que, ainda por cima, tinha um trabalho considerado masculino.  
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Em 1984, a atriz interpretou Francine Hughes em Cama Ardente, telefilme sobre o caso real da mulher acusada de provocar a morte do marido após sofrer anos com a violência doméstica. Além de receber uma indicação ao Emmy pelo papel, Farrah se engajou na causa. Parte de sua herança foi destinada a instituições de apoio às vítima de abuso. Farrah Fawcett estava longe de ser apenas mais uma mulher bonita: ela foi e continuará sendo um ícone de beleza e atitude.

domingo, 21 de junho de 2009

A diva do apocalipse

Ela chegou sorrateira, cantando uma musiquinha boba de tão fácil, que colava instantaneamente na memória. Bastava ouvir uma vez pra começar logo a cantarolar "just dance/it's gonna be ok/ dara dara/ just dance". O nome trazia uma confiança quase pretensiosa: Lady Gaga, inspirada em Radio Ga Ga, música do Queen. A garota de 23 anos era uma mistura de princesa infernal, Cyndi Lauper, Elke Maravilha e Andy Warhol. Logo depois, o bafafá sobre a moça aterrisou por aqui também.      

O substantivo que melhor a descreve é "excesso". Na maquiagem, nos figurinos excêntricos, no cabelo loiro um passo além do artificial, na atitude ácida, nas declarações polêmicas, na sensualidade agressiva, na aparência longe do padrão. Se não fosse por isso, seria só mais uma aspirante a darling do pop. Boa voz? Ok. Músicas pegajosas? Ok. O álbum segura uma festa? Aham. Nada excepcional, no entanto. O trunfo de Lady Gaga está porém na personagem que ela cuidadosamente construiu para si.  

A cantora e compositora é, sim, um produto. A diferença é que, ao que parece, foi a própria Lady Gaga (nome de batismo: Stefani Joanne Angelina Germanotta) quem o criou e a grande graça, afinal, é brincar com a cultura das celebridades, aproveitando pra subverter os conceitos de sensualidade, beleza, retrô e inovação. Tudo nela grita simulação e estranhamento. No espetáculo chamado Lady Gaga, a música é o que menos importa. Como de costume.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Vendo "Fantástico"

Eu - Caramba, vó, o Adriano não tá fazendo nada no Flamengo, né? (isso porque eu saco tudo de futebol)

Vó - Claro, ele só quer viver na farra!

Eu - É, e olha como ele tá gordo...

Vó - Ele só fica comendo essas mulheres fruta!

Eu - Ah, mas vó, nem deve ser isso, fruta é light. Imagina se ele estivesse comendo a Mulher Lasanha, a Mulher Coxinha, a Mulher Feijoada...

Vó - Hum... é mesmo.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dia do Orgulho Solteiro

Dia 12 de junho é sempre a mesma história, né? Tudo que é vitrine e propaganda tem coraçõezinhos voadores, os filmes na TV remetem a romance e as floriculturas parecem ter dizimado todos os roseirais do país.

Tá certo que namorar é uma delícia, mas quem tá sozinho faz o que? Fica de café-com-leite na brincadeira? Coisa nenhuma: quem tá sozinho no Dia dos Namorados tem mais é que se divertir e até mesmo comemorar, pois como diria a minha avó, antes só do que mal acompanhado.

Segue a programação-luxo pra hoje à noite:

* Bate-papo, petisco e cervejinha no Arco Íris da Lavradio - 22h
Rua do Lavradio, 202 - Lapa (entre a Riachuelo e a Mem de Sá)

* Festa Brazooka (onde o DJ Janot esquenta as picapes com bastante música brasileira)
Casa da Matriz - R.Henrique de Novaes, nº107 - Botafogo 
Valetes - R$16 com filipeta até 0h, depois R$20 ou R$25 sem filipeta
Damas - R$12 com filipeta até 0h, depois R$16 ou R$20 sem filipeta
http://casadamatriz.blogspot.com/ (reparem que a filipeta virtual fica na barra à direita)

Beijos e até lá!