Wait, do you see my heart on my sleeve?
It's been there for days on end and
It's been waiting for you to open up
Just you baby, come on now
I'm trying to tell you just how
I'd like to hear the words roll out of your mouth finally
Say that it's always been me
That's made you feel a way you've never felt before
And I'm all you need and that you never want more
Then you'd say all of the right things without a clue
But you'd save the best for last
Like I'm the one for you
You should know that you're just a temporary fix
This is not rooted with you it don't mean that much to me
You're just a filler in the space that happened to be free
How dare you think you'd get away with trying to play me
Why is it everytime I think I've tried my hardest
It turns out it ain't enough cause you're still not mentioning love
What am I supposed to do to make you want me properly?
I'm taking these chances and getting away
And though I'm trying my hardest you go back to her
And I think that I know things may never change
I'm still hoping one day I might hear you say
I make you feel a way you've never felt before
And I'm all you need and you never want more
Then you'd say all of the right things without a clue
But you'd save the best for last
Like I'm the one for you
You should know that you're just a temporary fix
This is not rooted with you it don't mean that much to me
You're just a filler in the space that happened to be free
How dare you think you'd get away with trying to play me
But, despite the truth I know
I find it hard to let go and give up on you
Seems I love the things you do
Like the meaner you treat me the more eager I am
To persist with this heartbreak and running around
And I think that I know things may never change
I'm still hoping one day I might hear you say
I make you feel a way you've never felt before
And I'm all you need and that you never want more
And we'll say all of the right things without a clue
And you'll be the one for me and me the one for you
sábado, 6 de setembro de 2008
terça-feira, 26 de agosto de 2008
A grande pornochanchada verde-amarela
Até a próxima sexta-feira, eu serei a estudante de Jornalismo mais desinformada do país, já que a minha maratona diária não tem me permitido sequer ler uma revista semanal até a próxima chegar na minha caixa de correio. Me tornarei, então, uma recém-desempregada entrando na busca por um estágio. Minhas dores de estômago de ansiedade já começaram a aparecer.
Mesmo com toda a correria, um certo assunto de cunho nacional conseguiu me atingir: as eleições. Mais uma vez, o país se prepara para escolher os ocupantes dos cargos municipais de prefeito e vereador. Se prepara... Pareceu estranho. Será que o brasileiro se prepara de verdade para votar?
O Brasil tem diversos motivos históricos que desanimam qualquer afã cívico. Para começar, a quase inexistência de participação popular nas transformações socio-políticas do país. Pensemos na Independência do país, no fim da escravidão, na conquista do voto irrestrito, no fim da ditadura militar, nas eleições diretas para presidente. Não que não tenha havido movimentos importantes no país, mas quase todos foram encarados como caso de polícia e reprimidos violentamente. Zero de diálogo ou democracia de fato.
Juntando a isso, a construção de um cenário político em que os nossos excelentíssimos representantes usam e abusam do aparelho público em benefício próprio também não estimula ninguém a exercer seus direitos de cidadão. Quem tem TV a cabo, muda de canal quando começa o horário eleitoral; quem não tem, desliga o aparelho e vai fazer outra coisa até começar a novela. "Debate dos candidatos? Que saco...". "Político é tudo ladrão". "Eu sempre voto nulo".
Eu mesma tenho sido uma alienada desde sempre e me envergonho muito disso. Cada vez isso me incomoda mais e estou começando a tentar mudar essa situação. Participação política não é só lembrar que se é eleitor na hora de entregar o título ao mesário no dia da votação. Além de conhecer os candidatos e suas propostas, é fundamental fiscalizar de perto a gestão de todas as instâncias do poder público. Cada vez mais, aumenta a preocupação com a transparência da informação, mas ainda existe muita malandragem pelos gabinetes espalhados por aí.
Um bom ponto de partida é o portal Transparência Brasil (http://www.transparencia.org.br/), que propõe um maior acesso à informação pública, seja com um histórico dos parlamentares, os dados de quem financiou cada campanha (ou seja, quais podem ser os interesses escusos dos políticos) e um banco de dados com notícias ligadas à corrupção. O Contas Abertas (http://contasabertas.uol.com.br/) divulga orçamentos e prestações de contas públicas, facilitando muito o acompanhamento do que está sendo feito do nosso suado dinheirinho pago em tantos impostos. É claro que há o risco de fraude nos dados divulgados pelas esferas políticas, mas a boa notícia é que dados oficiais podem e devem ser contestados nesse caso.
Também me indicaram o livro "Política-quem manda, por que manda, como manda", do João Ubaldo Ribeiro, para entender melhor sobre esse tema sobre o qual ninguém explica e todo mundo acha que entende quando, na verdade, sabe tão pouco. Alguém tem para me emprestar?
Mesmo com toda a correria, um certo assunto de cunho nacional conseguiu me atingir: as eleições. Mais uma vez, o país se prepara para escolher os ocupantes dos cargos municipais de prefeito e vereador. Se prepara... Pareceu estranho. Será que o brasileiro se prepara de verdade para votar?
O Brasil tem diversos motivos históricos que desanimam qualquer afã cívico. Para começar, a quase inexistência de participação popular nas transformações socio-políticas do país. Pensemos na Independência do país, no fim da escravidão, na conquista do voto irrestrito, no fim da ditadura militar, nas eleições diretas para presidente. Não que não tenha havido movimentos importantes no país, mas quase todos foram encarados como caso de polícia e reprimidos violentamente. Zero de diálogo ou democracia de fato.
Juntando a isso, a construção de um cenário político em que os nossos excelentíssimos representantes usam e abusam do aparelho público em benefício próprio também não estimula ninguém a exercer seus direitos de cidadão. Quem tem TV a cabo, muda de canal quando começa o horário eleitoral; quem não tem, desliga o aparelho e vai fazer outra coisa até começar a novela. "Debate dos candidatos? Que saco...". "Político é tudo ladrão". "Eu sempre voto nulo".
Eu mesma tenho sido uma alienada desde sempre e me envergonho muito disso. Cada vez isso me incomoda mais e estou começando a tentar mudar essa situação. Participação política não é só lembrar que se é eleitor na hora de entregar o título ao mesário no dia da votação. Além de conhecer os candidatos e suas propostas, é fundamental fiscalizar de perto a gestão de todas as instâncias do poder público. Cada vez mais, aumenta a preocupação com a transparência da informação, mas ainda existe muita malandragem pelos gabinetes espalhados por aí.
Um bom ponto de partida é o portal Transparência Brasil (http://www.transparencia.org.br/), que propõe um maior acesso à informação pública, seja com um histórico dos parlamentares, os dados de quem financiou cada campanha (ou seja, quais podem ser os interesses escusos dos políticos) e um banco de dados com notícias ligadas à corrupção. O Contas Abertas (http://contasabertas.uol.com.br/) divulga orçamentos e prestações de contas públicas, facilitando muito o acompanhamento do que está sendo feito do nosso suado dinheirinho pago em tantos impostos. É claro que há o risco de fraude nos dados divulgados pelas esferas políticas, mas a boa notícia é que dados oficiais podem e devem ser contestados nesse caso.
Também me indicaram o livro "Política-quem manda, por que manda, como manda", do João Ubaldo Ribeiro, para entender melhor sobre esse tema sobre o qual ninguém explica e todo mundo acha que entende quando, na verdade, sabe tão pouco. Alguém tem para me emprestar?
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
A caminho da terra em que se come purê no cachorro quente
Hoje vou para São Paulo e estou empolgadíssima com isso. Vendo a minha euforia, alguns amigos começaram a pôr em prática aquela velha rixa Rio-São Paulo e dizer "ah, que é isso, aquele lugar sujo, cinzento, barulhento, aquela gente esquisita", usando, para justificar esse último argumento, o costume paulistano de colocar purê no cachorro quente. Rebati dizendo que carioca come macarrão com feijão (inclusive existe Miojo sabor feijão, credo), que é a combinação gastronômica mais bizarra que eu conheço e terminou o assunto.
De novo, vou ficar só um fim-de-semana (vou hoje à noite e volto domingo à tarde) e vou passar o sábado quase inteiro num seminário jornalístico sobre cobertura de eleições. Dessa vez, vou para a casa de uma amiga e a minha esperança é a gente conseguir sair sábado à noite e fazer algo domingo (será que o MASP abre?). Foi uma novela para conseguir fazer a inscrição no seminário e, como a minha dureza não permitiu ir por via aérea, vou enfrentar 6 horas na estrada na ida e mais 6 na volta (já estou preparando o kit-sobrevivência, com livro, revista, água e biscoitos), mas nada consegue me desanimar.
Adoro justamente o que todo mundo levanta como motivo para desgostar de São Paulo. O barulho, os prédios enormes, as tribos, a movimentação incessante, o clima, o mercado mais amplo para a minha área e a sensação de que estou realmente numa metrópole, de que as coisas estão acontecendo. Tudo bem, o trânsito é um caos e o sotaque ainda me dá vontade de rir de vez em quando, mas enfim, os nativos devem se sentir da mesma forma a meu respeito. Ah, e aquela história de que eles gostam de sacanear quem é do Rio e não dar informação é lenda urbana; todos foram muito solidários quando fui me perder por aquelas bandas da outra vez. Se bem que, apesar de ter vivido no Rio quase a vida inteira, sou cearense...
De novo, vou ficar só um fim-de-semana (vou hoje à noite e volto domingo à tarde) e vou passar o sábado quase inteiro num seminário jornalístico sobre cobertura de eleições. Dessa vez, vou para a casa de uma amiga e a minha esperança é a gente conseguir sair sábado à noite e fazer algo domingo (será que o MASP abre?). Foi uma novela para conseguir fazer a inscrição no seminário e, como a minha dureza não permitiu ir por via aérea, vou enfrentar 6 horas na estrada na ida e mais 6 na volta (já estou preparando o kit-sobrevivência, com livro, revista, água e biscoitos), mas nada consegue me desanimar.
Adoro justamente o que todo mundo levanta como motivo para desgostar de São Paulo. O barulho, os prédios enormes, as tribos, a movimentação incessante, o clima, o mercado mais amplo para a minha área e a sensação de que estou realmente numa metrópole, de que as coisas estão acontecendo. Tudo bem, o trânsito é um caos e o sotaque ainda me dá vontade de rir de vez em quando, mas enfim, os nativos devem se sentir da mesma forma a meu respeito. Ah, e aquela história de que eles gostam de sacanear quem é do Rio e não dar informação é lenda urbana; todos foram muito solidários quando fui me perder por aquelas bandas da outra vez. Se bem que, apesar de ter vivido no Rio quase a vida inteira, sou cearense...
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Eu também preciso, Elis
De dia, desdenho, digo que estou melhor assim, que tenho muito mais e melhores escolhas e alternativas. Conto piada e rio às gargalhadas mas, se me distraio um segundo, começo a pensar longe, tão longe no espaço de só uns poucos dias... Saio, danço como se não houvesse ninguém olhando, bebo dois ou três copos, corro, trabalho, pego o ônibus, leio, falo com uma amiga ao telefone, ouço música, faço anotações em folhas soltas durante a aula.
Mas, besteira. Repasso tudo mentalmente sem querer. A cada ligação, espero que quem esteja do outro lado não seja quem é, que haja alguma mudança novelesca que me favoreça, que de alguma forma o que sinto seja sentido do lado de lá, seja a falta, a vontade de ter ou a angústia do silêncio. Quando o dia vai terminando e tudo continua igual, lá vem ela soturna de novo, marejando os olhos até vir o sono.
Pois é, por orgulho eu menti de novo: me perturba, sim. Por enquanto, não há nada a seu respeito que não me perturbe. Tormento infértil que termina onde tudo começou, como se nada tivesse existido.
Mas, besteira. Repasso tudo mentalmente sem querer. A cada ligação, espero que quem esteja do outro lado não seja quem é, que haja alguma mudança novelesca que me favoreça, que de alguma forma o que sinto seja sentido do lado de lá, seja a falta, a vontade de ter ou a angústia do silêncio. Quando o dia vai terminando e tudo continua igual, lá vem ela soturna de novo, marejando os olhos até vir o sono.
Pois é, por orgulho eu menti de novo: me perturba, sim. Por enquanto, não há nada a seu respeito que não me perturbe. Tormento infértil que termina onde tudo começou, como se nada tivesse existido.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
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