terça-feira, 26 de abril de 2011
A porta dos fundos
domingo, 9 de janeiro de 2011
Monty Python que me desculpe
terça-feira, 2 de novembro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
Colocando o barco pra navegar
Mas aí eu penso e repenso mil vezes. Como viver longe da minha família daqui? E dos meus amigos, essa família tão unida que foi ganhando cada vez mais agregados ao longo do tempo? Sinceramente, eu não sei. Que a vida seguiria seu ritmo e, aos poucos, uns iam se mudar, outros iam casar e ter filhos, que a gente não estaria tão perto quanto hoje, disso eu já sabia.
Só não sabia que eu seria a primeira a partir. Pode ser que eu fique fora só um mês, mas foi o que faltava pra cair a ficha de que as coisas vão mudar muito, pra mim e pros outros e que esse é só o começo. Mesmo assim, sinto que preciso aceitar o desafio e viver essa experiência. Cadê o manual de instruções? E o Ctrl + Z?
domingo, 10 de outubro de 2010
O grande amor que nunca foi
Já faz um tempo. Eu tô bem e você também. É o que parece, mesmo que "bem" seja ter escolhido não ultrapassar os limites do território seguro. Mas de vez em quando, ao acaso, não consigo deixar de me perguntar: "e se?"
domingo, 30 de maio de 2010
Vícios acidentais ou Eu uso óculos
quarta-feira, 19 de maio de 2010
De quando eu sonhava mais
domingo, 2 de maio de 2010
Carrossel
domingo, 18 de abril de 2010
É complicado
O problema é conseguir enxergar com clareza, porque quando a gente está envolvida com alguma questão que precisa resolver, é difícil se distanciar. Daí a gente fica nessas, sem saber direito pra onde ir, com medo de escolher o caminho errado e se estrepar toda. Lucidez... é de comer?
segunda-feira, 8 de março de 2010
Da série "tem que ver"
O que é o medo? É aquele frio no estômago? A insônia inesperada? A crise de choro? É o que nos paralisa ou o combustível pras nossas mudanças?
Pensando nisso, lembrei de um filme delicado e despretensioso que vi há uns anos: Minha Vida Sem Mim, dirigido pela Isabel Coixet. Nele, uma jovem de 23 anos, casada com o primeiro homem da sua vida, com duas filhas pequenas e vivendo em um trailer, descobre que tem uma doença terminal. Brabeira, né? Depois do choque inicial, o que ela faz é criar uma lista de tudo o que quer fazer antes de morrer e começar a pôr os planos em prática, serena e obstinadamente.
Como protagonista, está a ótima Sarah Polley. O elenco traz ainda Mark Ruffalo, Scott Speedman, Debbie Harry (sim, ela mesma, a vocalista do Blondie) e Maria de Medeiros. Pra completar, uma das trilhas sonoras mais lindas desse mundo. Só pra dar o gostinho, taí o trailer, ó:
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Médio, mediano, medíocre
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Pra dizer a verdade
"Então, vamos marcar alguma coisa?", ele disse. Respondi: "Olha, sabe que que é? Na verdade eu tô vendo que isso não vai dar certo, você já deve saber disso também, então a resposta é não. Vou ficar em casa fazendo a sobrancelha que é mais jogo". Mentira. Falei: "Claro, vamos sim. Que horas?".
Posso discutir com alguém, me magoar e chorar até desidratar as glândulas lacrimais, mas se encontrar com a pessoa por aí, vou segurar o sorriso no rosto e dizer: "Imagina, tô ótima!". E quantas vezes a gente não ouve alguém dizendo que não tá nem aí pra fulano, que quer mais é que o fulano vá pras cucuias, daí no instante seguinte lá está a pessoa toda resignada e cheia de amores? Quem nunca foi a algum lugar só porque os amigos insistiram e depois ficou com cara de bunda o resto da noite?
A gente curte dizer que faz e diz o que quer, que é transparente, mas a verdade é que às vezes a gente não segura o tranco de simplesmente ser sincero com o que sente. Acaba dizendo e fazendo exatamente o contrário do que quer, muitas vezes sem sequer perceber. Será medo? Orgulho? Autoproteção? Seria por esperança de que o que a gente diz passe a ser o que se pensa? Ou, talvez, que a nossa intuição esteja errada dessa vez? Sejamos francos: franqueza é coisa pra heróis e heroínas.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Com a cara e a coragem
domingo, 10 de janeiro de 2010
O mundo, sorrindo, se enche de graça - reloaded
Imaginem a cena, situada nos idos de 1962: Tom e Vinícius estão sentados numa mesa do Bar Veloso, curtindo a brisa da praia e vendo Helô Pinheiro passar, no esplendor de sua juventude. Seus cabelos balançam suavemente com o vento e a beleza da moça deixa todos embasbacados, hipnotizados com a imagem. A atmosfera do momento é tão envolvente que a dupla se sente inspirada para compor e daí nasce Garota de Ipanema.
Corta pra 2010. É janeiro, um verão infernal. As pessoas suam, grudentas, pingando pelo caminho. O calorão e a muvuca da praia as deixam de mau humor, então todo mundo está meio nervoso. No bar, o que vale é a lei da selva. "Zéééé, traz mais uma aqui! Ei, você! Eu chamei primeiro, seu merda!". Os lugares em que o ar condicionado parece mais forte são disputados a pontapés. As mulheres se abanam, improvisando leques com a revista da semana. Os homens, resignados, cultivam círculos úmidos debaixo do braço. As filas da Sorveteria Itália e do Yogoberry são intermináveis.
Um grupo de rapazes está sentado num boteco perto do calçadão, conversando, bebendo cerveja e, é claro, suando. Saindo da praia, vem uma bela jovem, caminhando naquela preguiça característica do momento. Seu rosto é suave e, como o corpo ainda está molhado pelo último mergulho no mar, ela está só de biquíni e chinelo, na esperança de secar até chegar do outro lado da rua. Um dos caras percebe sua aproximação e cutuca os outros. Um deles vira na direção da moça, que agora passa ao lado do bar, e susurra "Hummmm... te chupava todinha!". É, outros tempos (quem sabe não rendia um funk?).
domingo, 6 de dezembro de 2009
One step back, madam
Eu sempre fui muito tímida. Do tipo que sente o rosto queimando quando tá no centro das atenções, tem taquicardia quando chega a sua vez de dizer quem é o seu amigo oculto, tem horror a apresentar trabalho e prefere prender o dedinho na porta a ser explícita sobre algo que está sentindo. Com homem, então, pior ainda, com direito a sumiço de voz, rosto pegando fogo e falta de capacidade de formar frases inteligíveis. Foi assim até a adolescência.

Quando eu cresci, no entanto, as coisas mudaram. Chegou uma hora em que eu vi que ia sair perdendo se passasse o resto da vida esperando que tudo o que eu queria caísse do céu. Cheguei à conclusão de que precisava agir e, pra isso, ia precisar me expor. E foi assim que eu comecei a, sempre que batia a timidez, pensar comigo mesma: "vai lá". É claro que nem sempre tomar a iniciativa deu certo, mas eu ainda prefiro seguir aquela máxima de que é melhor me arrepender pelo que eu fiz do que pelo que não fiz.
Hoje em dia, meu problema é outro. Como me acostumei a dar um passo à frente com os caras, em vez de ficar esperando o telefone tocar, o indivíduo chamar pra sair ou puxar assunto etc., fui percebendo que esse negócio enjoa de vez em quando. Nunca dá pra saber ao certo quando a outra pessoa está dizendo ou fazendo algo espontaneamente ou só respondendo a uma iniciativa sua. Por isso, resolvi que agora eu quero ser cortejada. É, galanteada. Meio idiota resolver alguma coisa que depende de terceiros, eu sei, mas é que parei com essa de proatividade amorosa, de preferir ser prática a brincar de mocinha casadoira. Eu mereço um pouco mais de gentileza nessa vida bruta.
domingo, 29 de novembro de 2009
De volta
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Adeus à pantera
25 de junho (vulgo, quinta-feira passada) trouxe uma comoção mundial que não se via há muito tempo. Michael Jackson, o "rei do pop", o cara que popularizou o moonwalk, o black or white das meias prateadas, o artista de mil e controversas faces morreu, aos 50 anos, em Los Angeles.A avalanche de notícias foi tão grande que encobriu uma outra grande perda para a cultura pop: Farrah Fawcett, que perdeu a luta contra o câncer aos 62 anos, também em LA. As primeiras chamadas que surgiam sobre sua morte foram imediatamente colocadas de lado pela mídia, ávida por qualquer novidade sobre Jackson.

domingo, 21 de junho de 2009
A diva do apocalipse
Ela chegou sorrateira, cantando uma musiquinha boba de tão fácil, que colava instantaneamente na memória. Bastava ouvir uma vez pra começar logo a cantarolar "just dance/it's gonna be ok/ dara dara/ just dance". O nome trazia uma confiança quase pretensiosa: Lady Gaga, inspirada em Radio Ga Ga, música do Queen. A garota de 23 anos era uma mistura de princesa infernal, Cyndi Lauper, Elke Maravilha e Andy Warhol. Logo depois, o bafafá sobre a moça aterrisou por aqui também. O substantivo que melhor a descreve é "excesso". Na maquiagem, nos figurinos excêntricos, no cabelo loiro um passo além do artificial, na atitude ácida, nas declarações polêmicas, na sensualidade agressiva, na aparência longe do padrão. Se não fosse por isso, seria só mais uma aspirante a darling do pop. Boa voz? Ok. Músicas pegajosas? Ok. O álbum segura uma festa? Aham. Nada excepcional, no entanto. O trunfo de Lady Gaga está porém na personagem que ela cuidadosamente construiu para si.
A cantora e compositora é, sim, um produto. A diferença é que, ao que parece, foi a própria Lady Gaga (nome de batismo: Stefani Joanne Angelina Germanotta) quem o criou e a grande graça, afinal, é brincar com a cultura das celebridades, aproveitando pra subverter os conceitos de sensualidade, beleza, retrô e inovação. Tudo nela grita simulação e estranhamento. No espetáculo chamado Lady Gaga, a música é o que menos importa. Como de costume.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Vendo "Fantástico"
Eu - Caramba, vó, o Adriano não tá fazendo nada no Flamengo, né? (isso porque eu saco tudo de futebol)
Vó - Claro, ele só quer viver na farra!
Eu - É, e olha como ele tá gordo...
Vó - Ele só fica comendo essas mulheres fruta!
Eu - Ah, mas vó, nem deve ser isso, fruta é light. Imagina se ele estivesse comendo a Mulher Lasanha, a Mulher Coxinha, a Mulher Feijoada...
Vó - Hum... é mesmo.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Dia do Orgulho Solteiro
Dia 12 de junho é sempre a mesma história, né? Tudo que é vitrine e propaganda tem coraçõezinhos voadores, os filmes na TV remetem a romance e as floriculturas parecem ter dizimado todos os roseirais do país.
Tá certo que namorar é uma delícia, mas quem tá sozinho faz o que? Fica de café-com-leite na brincadeira? Coisa nenhuma: quem tá sozinho no Dia dos Namorados tem mais é que se divertir e até mesmo comemorar, pois como diria a minha avó, antes só do que mal acompanhado.
Segue a programação-luxo pra hoje à noite:
* Bate-papo, petisco e cervejinha no Arco Íris da Lavradio - 22h
Rua do Lavradio, 202 - Lapa (entre a Riachuelo e a Mem de Sá)
* Festa Brazooka (onde o DJ Janot esquenta as picapes com bastante música brasileira)
Casa da Matriz - R.Henrique de Novaes, nº107 - Botafogo
Valetes - R$16 com filipeta até 0h, depois R$20 ou R$25 sem filipeta
Damas - R$12 com filipeta até 0h, depois R$16 ou R$20 sem filipeta
http://casadamatriz.blogspot.com/ (reparem que a filipeta virtual fica na barra à direita)
Beijos e até lá!

