
sábado, 31 de janeiro de 2009
Buenos Aires é a nova Saquarema

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Fujam!
O que é essa sensibilidade aguçada que nos domina vez ou outra, fazendo com que até um comercial da Suipa - se é que ainda passa - nos deixe em prantos? Ou uma vontade incontrolável de "dizer umas verdades" para aquela pessoa que se ia levando em banho-maria há meses? Isso sem falar num desejo ensandecido de devorar a maior quantidade de açúcar possível... Podendo aparecer junto com uma dor de cabeça ou cólica insuportáveis, esses costumam ser os sintomas da célebre TPM, ou Tensão Pré-Menstrual.
Pobrezinha dela. Desde que o fênomeno - sim, porque ela pode se assemelhar a uma força da natureza - se popularizou que começou o abuso. A TPM virou desculpa para mulheres no mundo todo fazerem besteira ou manha e culparem seus ciclos menstruais. Ou mesmo uma saída fácil para os homens resolverem suas dúvidas sobre o comportamento feminino. "Pô, ela não falou comigo a semana toda só porque eu olhei pra bunda da prima dela...deve ser TPM". Para esses, a melhor resposta seria a camiseta que eu vi há uns tempos, em que havia escrita a singela frase: "Não é TPM. É você."
Já dizia o sábio: nesses momentos, só chocolate, paciência de jó e Atroveran expulsam os demônios das pessoas.
sábado, 17 de janeiro de 2009
"Vamos dar uma espiadinha?"
Os participantes não são bobos e não esquecem um segundo que estão sendo observados o tempo inteiro por espectadores que têm o poder de levá-los da pindaíba para uma vida com bem mais conforto material, sem falar nas entradas vip de festas cheias de subcelebridades. Além disso, as oito edições anteriores foram uma espécie de módulo de "edição de vídeo for dummies" e ensinaram bastante sobre o comportamento do público brasileiro. 150 pontos para a mocinha que diz ter passado fome na infância e -10 para o cara que foi pego articulando jogo duplo.
Não é novidade que o dia-a-dia dos brothers acaba se tornando uma novela, em que é claro o delineamento de quem é o mau-caráter, o pobre sofrido, o manipulador, o fofoqueiro, o vira-casaca, o gente boa, o casal fofo, entre outros estereótipos da cultura BBBística. O que é lindo de ver é como os participantes são ligados à família. É só aparecer na tela aquele grupinho segurando uma faixa gigante e usando camisetas com a foto do indivíduo para que este comece a chorar copiosamente ajoelhado em frente à TV gritando "mããããe, paaaai, eu amo muito vocês" (intercala com soluços emocionados). Realmente tocante.
Esse ano, para completar a bizarrice da coisa, quatro pessoas que tentam uma vaga na casa estão num aquário no Via Parque, tentando convencer o público com beijos ao vento e corações desenhados no ar (conforme escutei de uma amiga que esteve por lá), afinal, é uma chance rara de ganhar um milhão de reais por fazer... o que mesmo? Ah, sim, e de alcançarem o estrelato pelos mesmos motivos.
domingo, 11 de janeiro de 2009
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Atrapalhamento - Lição prática número 1
1 - Entre no ônibus segurando mochila num ombro só, carteira numa mão e guarda chuva na outra;
2 - Já que você gastou sua nota de R$2,00 comprando algo totalmente adiável - como amendoim japonês, drops de hortelã ou chocolate - , entregue ao trocador uma nota de R$5,00 ou mais. Melhor ainda se o ônibus for daqueles que têm motoristas polivalentes;
3 - Aguarde o troco enquanto o ônibus entra em movimento pela rua esburacada em frente;
4 - Tente passar a roleta enquanto guarda o troco na carteira e equilibra os outros pertences;
5 - Já depois da roleta do ônibus sacolejante, manobre em volta do passageiro cheio de sacolas que insiste em ficar no assento do corredor. Graças à má vontade do indivíduo, não sinta culpa quando bater involuntariamente na cabeça dele o guarda chuva cuja cordinha balança no seu pulso;
6 - Alterne todos os passos anteriores com um sorriso sem graça e aquela cara de "ops, foi sem querer".
domingo, 4 de janeiro de 2009
Amanhã às dez da noite
Quem já perdeu uns cinco minutos da vida lendo o blog sabe que eu sou chegada a uma música de fossa. Vide post abaixo. Adoro aqueles cantores que se despedaçam no palco, que sempre parecem vulneráveis e intensos, que não se restringem aos movimentos ensaiados e que conseguem deixar o público hipnotizado apenas por estarem presentes, sem precisar de pirotecnia, sei lá quantas participações especiais ou uma dúzia de bailarinos pra segurar um show. Aqueles que cantam como único jeito de não sufocar. Ou que, pelo menos, fazem parecer que sim (ganha uma bala 7 Belo quem provar que aquelas lágrimas do Jacques Brel cantando "Ne me Quitte Pas" no vídeo que tem no You Tube não são colírio ou cristal japonês).
Também escuto música sobre feijoada, barquinho e pôr-do-sol, mas tem hora em que a gente quer mais é que essa alegria de viver toda se foda. Por isso, quase tive um AVC quando soube da minissérie sobre a Maysa, que começa amanhã na Globo. Perdi o ar com a versão de "Hymne à L'amour" (da Edith Piaf), que aparece num trechinho de uma das chamadas.
Provavelmente vai ser um festival de clichês - difícil fugir deles na grande mídia - , mas ainda assim é uma chance de conhecer mais sobre a cantora e ouvir algumas das músicas que ela interpretava (me parece que as gravações são as originais), sempre com aquela expressão de quem está à beira de jogar um dry martini na cara de alguém. Tô contando os segundos.
sábado, 3 de janeiro de 2009
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Viva a euforia do réveillon
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Feliz Ano Novo de novo
2008 foi um ano esquisito. Enquanto todo mundo dizia, nos últimos dias de dezembro, que ele havia passado voando, eu pensava que definitivamente não tinha sido desse jeito pra mim. 2008 não passou voando coisa nenhuma. Muitas coisas aconteceram e eu fico tonta só de tentar lembrar de todas. Sinto saudades de algumas, mas fico aliviada por outras já terem passado. A trilha perfeita seria:
Foram muitos começos, fins, amigos conquistados, amigos que foram pra longe, desabafos, mal-entendidos, altos estratosféricos e baixos pré-salinos, muitas gargalhadas de perder o ar e muitos choros doídos. Meus primeiros porres e minhas primeiras ressacas. Algumas conquistas e decepções. Muitas noites que podiam durar pra sempre e dias que eu queria apressar no ►► do controle remoto. Algumas paixões e dores de cotovelo homéricas.
Não aprendi a hora certa de falar ou de ficar calada. Nem a economizar, fazer arroz ou tocar violão. Por outro lado, vi como vale a pena não tentar ter o controle de tudo o tempo inteiro. Que nem tudo pode ser programado. Que, algumas vezes, as coisas simplesmente acontecem, alheias a nossa vontade. E também que não existe nada igual à sensação de dançar, cantar a música junto bem alto e não pensar em mais nada, porque a cabeça da gente às vezes precisa de uma folga.
Fiz poucos planos para 2009, considerando as mudanças que vão surgir e o acaso. Espero dias mais tranquilos dessa vez, mas o destino parece gostar de ser irônico comigo e virar minhas expectativas de ponta-cabeça só por diversão. O que eu descobri foi que, vez ou outra, isso pode ser bom também.